domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Batizado!

Independente de credo, crença ou religião, nós pais temos a grande preocupação de educar nosso(a) filho(a) nos caminhos no bem, fazendo-o(a) crer e amar a Deus, o Senhor de tudo e Pai de todos nós.
Portanto, o batizado é um momento muito especial, também.
Decido batizar o meu baby no domingo do dia dos pais, um domingo após o seu aniversário de 1 ano. O batizado foi no dia 14 de agosto de 2011 e foi lindo e abençoado.
Após o batizado, fomos à casa da minha avó para comermos um bolo em comemoração ao momento em que, pela minha religião, sou Católica, meu filho passou de criatura a filho de Deus, pelas águas do Batismo, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O altar

O Santo Sacrário

A Pia Batismal







O bolo para comemorar esse momento





































terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A festa de 1º aninho..

Você já curtiu um monte de etapas: acordar a cada 3 horas na madrugada; embalar choro que não passa e você se desespera porque não sabe o que tá havendo; levar ao hospital nas carreiras para então descobrir que aquela manchinha não era nada demais, apenas picada de inseto e não sarampo como você temia; ficar observando pra ver se ele respira, pois tá tão queitinho...
Agora tá chegado o momento de preparar o grande dia: a festa de 1 ano.
Fica sempre a dúvida: fazer ou não fazer?
"Ele não vai curtir, pois não entende nada ainda;
ele nem anda, vai ficar o tempo todo no braço, no seu braço;
ele estranha as pessoas, vai chorar com a agitação;
vou gastar tanto e ainda vai ter quem saia falando mal da festa...
Por que fazer?"
Então, você decide fazer porque é um momento único, especial, todo seu também. Acima de tudo, primeiro ano de seu bebê. Um ano de vida, um ano de vitória, um ano de expectativas... Deve ser mesmo muito bem comemorado.

Portanto, vamos lá. Primeiro, a lista de convidado. Essa etapa é a mais difícil de todas, pois você quer fazer uma festa, mas não quer um grande evento, quer convidar as pessoas mais próximas, mas sabe que sempre tem aquela que vai ficar magoada porque você "esqueceu" de dar o convite.
Você decide fazer uma seleção:
* só vai quem tem crianças, afinal, a festa é infantil, não é?;
* vão os padrinhos, mesmo que ainda não tenha batizado a cria, mas já sabe quem são os padrinhos;
* vai a melhor amiga de sua mãe, afinal, ela sempre esteve lá com vocês;
* vai aquela sua melhor amiga que não tem filhos, mas é sua melhor amiga;
* vai o melhor amigo de seu marido, temos que agir com justiça;
* e vão os tios e primos mais próximos, claro...
Ufa! A lista ficou enorme, em torno de umas 150 pessoas.
Agora, vamos à escolha do local. Tem que ser bem central para atender a todos e tem que ser agradável a você, lógico.
Feito isso, vamos ao buffet. O que fazer para servir? Será em que horário e terá duração de quanto tempo?

"Bom, meu marido e eu resolvemos fazer a festa exatamente no dia em que nosso baby completou 1 ano, caiu num domingo. Se é domingo, vamos fazer de manhã, com direito a almoço. A festa começará às 10h e terminará às... Bom, isso nunca se sabe. Quando se aluga um salão, as festas têm duração de 4 horas. Mas como fizemos um acordo com a dona do espaço, porque meu marido queria ainda um churrasco após tudo, a festa terminaria às 17h... Se estendeu até às 19h."

Bom, voltando ao planejamento. Após a escolha do horário, local e buffet, brinquedos (pula-pula, piscina de bolas) e guloseimas (carrocinha de algodão doce, pipoca e cachorro quente), vamos pensar no tema e na roupa. Aí é que fica complicado, pois existe cada tema lindo...
Dizem que fazer de circo pro 1º ano da criança trás sorte.
Mas, deixado surpestição de lado, o tema será o que agrada aos pais. E se a criança já estiver bem espertinha, demonstrando afeições por algo, sugiro o tema em cima do que ela demonstra gostar.

"O tema que eu escolhi foi o do Fundo do Mar, pois é o mesmo tema do quartinho dele, então, seria apenas uma extensão do que ele já vê em casa... E a roupinha dele foi a de um lindo marinheirozinho que eu havia comprado ainda quando tava grávida, pensando nele usar pelo Carnaval (se ele nascesse a termo, e não prematuro), caiu como uma luva."

"Tudo pronto, tudo organizado, tudo lindo. Chega o grande dia. Sempre há uns imprevistos. O palhaço contratado tava com uma roupa ridícula, o bebê dormiu minutos antes de cantar os parabéns. No corre-corre, você termina nem comendo... Você, marinheira de primeira viagme, não se liga em organizar uma fila para entregar as sacolinhas, então os meninos vêm todos em bolo e você fica sem saber ao certo quem recebeu ou não. Avançam na mesa de guloseimas, assm que você a libera para pegarm um doce... Seu filho que é muito risonho, não deu um ar de riso justo nesse dia, mas também não chorou (o que já foi um grande passo)."

Mas, no final, todos saem felizes e satisfeitos. Você exausta, mas com a sensação de dever cumprido e fica apenas aguardando as fotos para saborear cada lembrança, cada detalhe que você, na hora, no dia, nem se deu conta, de tão preocupada que tudo desse certo! E conclui: ficou lindo e maravilhoso.

























































segunda-feira, 22 de agosto de 2011

No Canguru

Com um pouco de atraso, atendo a solicitação de uma visitante de relatar os meus dias no Canguru, na época em que eu estava lá com meu Heitor, isso em outubro de 2010 (IMIP).
Bom, os dias no Canguru foram um misto de medo e ansiedade, bem como de alegria por estar, enfim, coladinha com o meu nenem, dia e noite. No entanto, dias muuuuuuito cansativos!
Medo do desconhecido, medo do que poderia vir a acontecer, principalmente porque o meu nenem passou por várias intercorrências na UTI neonatal.
Ansiedade em ir para casa, em receber, enfim e de uma vez por todas, alta hospitalar.
Os dias no Canguru foram cansativos e, embora estivesse cercada por médicos, enfermeiros e outras colegas/mães de quarto, foram solitários, porque a gente não pode ter ninguém de nossa família ao nosso lado, senão nos momentos de visita, os quais são das 8h às 22h.
O dia começava com a enfermeira nos acordando para fazermos a ordenha e darmos o leite para o nosso nenem, ou, caso não tivéssemos leite no peito (que era o meu caso, infelizmente e isso me deixou muito triste e frustrada - por vezes eu chorei), organizarmos as sondas para darmos o leite para nosso nenem via "translactação", que consiste em colocarmos a pontinha da sonda ao lado do bico de nosso seio, enquanto a outra ponta fica adaptad na seringa com leite, e o nenem, ao sugar o nosso seio, suga a sonda como em um canudinho. Isso favorece o estímulo lácteo.
Bom, a enfermeira nos chamava por volta das 5h, 5h15, para trocarnos a fralda do nenem e para que às 6h ele comecasse a mamar.
Heitor levava, em média, 40 minutos nessa atividade.
Depois as enfermeiras pediam que ficássemos meia hora em pé para que o nenem arrotasse.
Quando tudo isso encerrava, nos organizávamos como necessário e tomávamos café, isso se o nenem não fizesse o famoso coco após a mamada, e levávamos o nenem para o solário, para o banho de sol.
Às 7h e pouco as médicas examinavam o nosso nenem, tamanho, toque abdominal, fisioterapia, fono etc. Depois, dávamos banho de gato neles (de gato porque a gente só podia passar algodãozinho molhado).
Quando dava 8h, mais ou menos, eu deitava para tentar dormir mais um pouco, porém, logo era a hora de levantar para organizar a amamentação novamente, às 9h.
Às 10h30 eu ia para a sala de estar, geralmente tinha alguma colega por lá recebendo visita, assistir TV. Ou, às vezes, havia alguém nesse horário para me visitar também.
Às 11h15 começávamos a nos organizar, de novo, para dar de mamar ao nenem, de meio-dia.
Às 13h e tanta íamos almoçar entre outras necessidades...
Eu tentava, em vão, tirar um cochilo à tarde.
Em vão porque eu sabia que não ia dar para dormir, uma vez que logo tinha que organizar a amamentação. Ou, quase sempre, estava minha mãe e meu pai para me visitar. Ou minha tia Diva.
Às 15h mamar, pôr pra arrotar.
Às 18h, mamar, pôr pra arrotar... Jantava e tomava banho para me organizar porque, à noite, era quando mais recebia visitas. Vinha o papai, vinha a cunhada...
Quando dava 20h, era a hora de pesar o nenem, saber se havia ganho peso ou se estava perdendo (quanto menos peso ganhasse, ou se perdesse ao invés de ganhar, maior o tempo que ficaríamos no Canguru, por isso eu vibrava a cada 10g que ele ganhava) - para quem mora no interior, os médicos dão alta ao nenem que estiver bem clinicamente e pesando 1.750kg. Mas para quem mora na Cidade, estando clinicamente estável, o nenem recebia alta com 1.650kg.
O meu nenem só recebeu alta com 2.500kg porque ele apresentou várias intercorrências e, mesmo estando no Canguru 5 dias, teve que retornar a UTI porque Cianosou (faltou oxigenação na circulação sanguínea).
Quando dava 21h era a hora da amamentação novamente.
Quando dava 22h, meu marido ia embora e eu caía apagada na cama (que, diga-se de passagem, era bem estreita para dividir com o nenem - o medo de cair por cima dele fazia-me dormir péssimo!
Quando dava 23h30 as enfermeiras chamavam para organizarmos a lactação. Troca fralda, mama, meia hora pra arrotar...
02h30 da manhã, acorda, organiza lácteo, troca fralda, mama, arrota...
E às 5h começava tuuuuuudo de novo...

Foram assim os meus dias no Canguru.
Cansativos, ansiosos, mas sempre com muita esperança e felicidade!






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