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terça-feira, 29 de maio de 2012

Cerclagem (ou circlagem) uterina: Diagnóstico e preparação

Circlagem: Diagnóstico e Preparação



O diagnóstico de um colo incompetente normalmente é feito pela história clínica e/ou de exame (manualmente durante um exame pélvico ou utilizando a tecnologia de ultra-som).

Alguns sintomas de um colo incompetente para decidir se é necessária uma circlagem são:
  •  dilatação cervical
  •  encurtamento do colo do útero
  •  afunilamento de 25% ou mais (quando a abertura interna do colo do útero começa a dilatar-se, mas a   abertura externa permanece fechada)

Antes do procedimento ser realizado, há uma série de etapas preparatórias que devem ser tomadas. Uma história médica completa serão tomadas.  Um exame do colo do útero será necessário para avaliar o estado do colo do útero, geralmente uma transvaginal (através da vagina) ultra-som será executado.

Nenhum alimento ou bebida será permitida após a meia-noite antes do dia da cirurgia, para evitar náuseas e vômitos durante e após o procedimento. AO paciente também será orientada a evitar relações sexuais, compressas e duchas durante 24 horas antes do procedimento.  Antes do procedimento é executado, uma via intravenosa (IV) cateter será colocado no fim de administrar líquidos e medicamentos.

Após a Circlagem

Após a colocação da circlagem, a paciente será observada durante pelo menos várias horas (às vezes durante a noite) para garantir que ela não irá entrar em trabalho de parto.  A paciente, então, será autorizada a regressar para casa, mas será orientada a permanecer na cama ou evitar atividades físicas por cerca de uma semana a quinze dias.  Terá que ir ao médico regularmente para que este possa monitorar o colo do útero e a costura bem como ter maior atenção aos sinais de parto prematuro.

Riscos

Enquanto circlagem é geralmente um procedimento seguro, há uma série de possíveis complicações que podem surgir durante ou após a cirurgia.  Estes incluem:
  • riscos associados à anestesia regional ou geral
  • trabalho de parto prematuro
  • ruptura prematura de membranas
  • infecção do colo do útero
  • infecção do saco amniótico (corioamnionite)
  • ruptura do colo do útero (pode ocorrer se o ponto não é removida antes do início do trabalho)
  • prejuízo para o colo do útero ou da bexiga
  • sangramento

Resultados normais

A taxa de sucesso para circlagem cervical é de aproximadamente 80-90% para circlagens eletivo, e 40-60% para circlagens emergente.  A circlagem é considerada bem sucedida se a paciente não entrar em trabalho de parto até  37 semanas (a termo).

Taxas de morbidade e mortalidade

Bebês nascidos entre 22 e 25 semanas de gravidez correm o risco significativo de deficiência moderada a grave (46-56%) ou morte (cerca de 10-30% sobrevivem com 22 semanas, aumentando para 50% em 24  Alternativas
Dependendo de sua condição específica, uma mulher pode ter algumas terapias alternativas disponíveis para ela a fim de evitar ou atrasar o trabalho prematuro.  Estes incluem:
  • Pelo menos 20% das mulheres grávidas nos Estados Unidos têm pelo menos uma semana de repouso prescrito para eles em algum momento de sua gravidez. 
  • A idéia de repouso na cama é para evitar uma pressão desnecessária sobre o colo do útero.
  • Antibióticos.  Algumas infecções são associadas com um risco elevado de parto prematuro (por exemplo, superior a infecção do trato genital).  Antibióticos podem ser bem sucedidas na prevenção de parto prematuro ocorra por tratar a infecção.


Fonte: http://www.answers.com/topic/cerclage%20cervix

 

Cerclagem (ou circlagem) uterina: o que é e quais os tipos

Oi, gente!
Eu falo tanto em período pós-cerclada, que fui novamente submetida a uma cerclagem, mas nunca expliquei a fundo o que vem a ser uma, não é mesmo?

Pois bem, segundo especialistas do www.cerclagem.com.br, posto a seguir:


O que é Circlagem

Palmer e Lacomme, em 1948, na França, e Lash e Lash, em 1950, nos Estados Unidos da América divulgaram ao conhecimento médico condição que ficou conhecida como insuficiência istmocervical (IIC), em que há perda gestacional recorrente na forma de abortos tardios e/ou partos prematuros iniciados por cervicodilatação precoce, provocada por defeito local e não pela presença de contrações uterinas.
As mulheres portadoras desta doença apresentam história característica, em que a dilatação do colo uterino se dá sem sintomas até que haja a rotura das membranas devida à exposição das mesmas ao ambiente vaginal, o que é seguido por trabalho de parto ou de abortamento rápido, pouco doloroso e sem sangramento expressivo. A criança nasce viva, mas sofre índices elevados de morbimortalidade em razão da prematuridade. Para evitar este desfecho ocasionado pela IIC, logo depois da descrição da doença, a cerclagem foi sugerida como tratamento capaz de evitar esta perda gestacional.
A primeira técnica foi a proposta por Shirodkar em 1953, e previa que a colocação da sutura fosse realizada após a abertura da mucosa vaginal. Em 1957, foi sugerida por McDonald a técnica de cerclagem por via transmucosa, mais simples e com menos complicações. Estas duas técnicas são realizadas por via vaginal e constituem a base de todas as variações descritas até o momento. Benson e Durfee, em 1965, descreveram a cerclagem realizada por via abdominal para aqueles casos em que a via vaginal fosse impossibilitada pela ausência ou irregularidade acentuada do colo uterino.
Cerclagem significa sutura em bolsa e foi idealizada como maneira de manter o colo fechado, impossibilitando anatomicamente sua dilatação antes do final da gravidez, evitando, assim, a prematuridade. Inicialmente indicada nas pacientes com perdas gestacionais com história de IIC e nos casos de cervicodilatação com exposição das membranas, como tentativa heróica de salvar aquela gravidez, ela parecia garantir bons resultados.
Pela facilidade de sua realização e pelos bons resultados obtidos nos casos de IIC, como classicamente ela foi definida, esta cirurgia começou a ter suas indicações cada vez mais ampliadas para outras ocasiões em que a prematuridade era temida.
Foi tentada em casos de placenta de inserção baixa, com a perspectiva de que a sutura determinaria que o colo ficasse fechado e a área do orifício interno não se alteraria, e assim garantiria menos risco de sangramento e prematuridade. Esta indicação no entanto, foi abandonada, após relativamente poucos casos clínicos, por ter sido observado que não impedia os episódios de hemorragia e não melhorava o prognóstico materno-fetal.
Uma outra indicação da cerclagem surgiu com o conceito do colo uterino curto durante a gravidez, conceito este que já existia pela observação clínica através do toque vaginal, mas que se ampliou com o uso da ultra-sonografia.
A introdução e a ampliação da utilização da ultra-sonografia em Obstetrícia, particularmente dos transdutores transvaginais, permitiu avaliar com muita precisão as medidas e a forma do colo uterino durante a gestação e trouxe o conhecimento de que a cérvice uterina tem diferentes comprimentos em mulheres diversas, e que quanto menor o colo, maior é o risco de prematuridade.


Tipos de Circlagens 

Vale ressaltar que a mais utilizada nos dias de hoje é a circlagem à McDonald (sutura simples). A maioria dos médicos sabem realizar somente este tipo de circlagem, o que faz com que a paciente tenha que repousar até o final da gestação.

Shirodkar: foi criada em 1953 e é realizada via vaginal e envolve uma única sutura ao redor da cérvix no nível do orifício interno, depois de fazer uma incisão na mucosa vaginal acima da cérvix e rebatendo a bexiga, e uma incisão semelhante na parte debaixo da cérvix, rebatendo o reto. A sutura é então atada, e as incisões da mucosa fechadas.

McDonald: criada em 1957, McDonald publicou sua modificação em circlagem transvaginal, o qual envolvia uma sutura em bolsa de tabaco ao redor da cérvix com material absorvível. A sutura é colocada o mais alto possível, sem dissecção da bexiga ou do reto. Se necessário,uma segunda ou até mesmo uma terceira sutura podem ser realizadas.
Como é realizada: a circlagem McDonald, tenta facilitar, sobretudo, a retirada do fio para permitir o parto. Inicia-se de modo semelhante a cirurgia de Shirodkar, com pinçamento dos lábios anterior e posterior, do colo, na reflexão do colo na parede vaginal anterior, introduz-se ponto de seda 2 ou Marsilene® 3 (este fio é que estará na altura do istmo).
 É considerada superior a de Shirodkar por ser mais simples de realizar, ter índices reduzidos de infecção, de distócia cervical de parto cesáreo. É a cirurgia mais usada nos dias de hoje.

Aquino Salles: em 1959 Aquino Salles que a IIC deveria ser tratada com três pontos (dois laterais e um medial),em forma de “U” de fio inabsorvível (seda 2), transfixando o colo longitudinalmente, sendo os nós aplicados em sua porção anterior.

Espinosa Flores: outra técnica bastante usada foi criada em 1966 por Espinosa Flores. A circlagem é realizada usando ancoragem no ligamento de Mackenrodt, no lábio posterior do colo, no ligamento de Mackenrodt contralateral e no lábio anterior do colo, onde é fixado o nó. A sustentação é dada por fita cardíaca 3,0cm.

Lash: é realizada fora da gestação. Consiste na sutura com pontos separados da musculatura ístmica, após extensa dissecção da bexiga ao nível da mucosa vaginal (Lash & Lash). A grande crítica que se faz a esta técnica se refere ao risco de infertilidade associado a sutura do istmo, podendo levar a estenose e obliteração do canal istmocervical, e por este motivo não há muito uso. Ela pode ser realizada via abdominal ou via transvaginal. A maioria dos médicos fazem via abdominal porque via vaginal dá um pouco mais de trabalho.
Circlagem Transabdominal: Foi feita pela primeira vez em 1965 por Benson e Durfree. Nenhuma evidência é superior a circlagem via abdominal em relação a via vaginal (McDonald e Shirodkar). A transabdominal é indicada para as pacientes que além da IIC, houve falhas nas circlagens transvaginais anteriores, ou nas que a circlagem via vaginal é impossível de ser realizada, tais como (cérvix encurtada adquirida, acentuadas lacerações ou defeito da cérvix (trauma ou circlagens prévias), fístula cérvico vaginal e/ou cervicite subaguda.

  
Circlagem de emergência: Aarts e Associados (1995), recentemente fizeram uma revisão da circlagem tardia no segundo trimestre, comumente conhecida como “circlagem de emergência”. Esses autores concluíram que a circlagem de emergência pode ser benéfica para algumas mulheres, mas que a incidência de complicações, principalmente infecção, é alta.

 
Em todas as técnicas de circlagens a paciente deve aguardar repouso no leito por 24 horas. Há restrição em relação a atividade física, até o termo da gravidez. Desaconselha-se o coito ou qualquer manipulação na vagina pelo restante da gestação (esta não é uma regra).

As pacientes devem estar cientes do risco do parto prematuro e ser instruídas a relatar qualquer sintoma de pressão na pelve ou nas costas, corrimento vaginal, dor pélvica ou nas costas. Esses cuidados devem ser observados até o termo da gestação ou, pelo menos até 34 semanas de gestação.

Quando ocorrer o aborto ou parto iminente, há necessidade de rápida retirada das suturas, pois caso elas permaneçam in situ, há riscos de graves lacerações do colo ou mesmo ruptura uterina.


Fonte: Revista da Faculdade de Medicina de Sorocaba

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Incompetência Istmo Cervical - perguntas e respostas

Sei que em 2010 publiquei uma entrevista com este mesmo especialista que vou citar nesta postagem. E, muitas das perguntas lá, se repetem aqui. mas, achei tão interessante e importante saber, que resolvi postar novamente!

1. O que é Incompetência Istmo Cervical (IIC)?
É um defeito do canal cervical que perde, ou não tem congenitamente, a capacidade de suportar o peso da gravidez sem se dilatar. Hoje, preferimos usar o termo “insuficiência” ao invés de “incompetência” do istmo-cervical. 

 
2. Qual o índice de mulheres portadoras de IIC?
Em mulheres com aborto recorrente (mais que três abortos consecutivos) é de 23%. Na população geral não deve passar de 1%. 


3. É possível detectar a IIC na primeira gestação, logo no início, ou é necessário ocorrer o aborto espontâneo tardio para suspeitar da IIC?
É possível suspeitar através de exames de ultra-sonografia. Como tem sido quase rotina a realização do ultra-som para a translucência nucal com 12-12 semanas, nesta fase já se realiza uma medida do colo uterino. Mas a época ideal para se investigar a IIC é a partir de 16 semanas, nos casos de pacientes já com a suspeita clínica por uma perda anterior ou por um parto prematuro precoce com história de dilatação silenciosa (sem dor). Nas pacientes sem antecedentes, essa pesquisa se faz agora na rotina do ultra-som de 20 semanas (chamado de morfológico). A verificação de um colo uterino curto (com menos que 2,5 cm) é indício de alto risco de prematuridade e pode ser o primeiro passo para se identificar a IIC em pacientes assintomáticas e sem antecedentes clínicos. Outra proposta, nos casos de dúvidas de diagnóstico e se fazer o exame com compressão do fundo uterino e verificando se aumenta o encurtamento ou o afunilamento do colo, ou se fazer o ultra-som transvaginal com a gestante em pé, o que imita a compressão do colo pela gravidade. Mas não há consenso na literatura médica sobre qual o melhor método para o diagnóstico da IIC na primeira gravidez. 


4. Ouve-se falar em exames como histerossalpingografia, vela de Hegar número 8, vídeo histeroscopia para confirmação da Incompetência Istmo Cervical. Qual destes exames é o mais eficiente para confirmação do diagnóstico?
Outra dificuldade é saber qual o melhor método. Cada profissional uso o que se adapta melhor o o que sabe fazer. Todos são eficientes para o diagnóstico, mas não há um muito melhor que o outro, especialmente porque eles são solicitados quando já se tem uma suspeita clínica, e essa é o mais importante de todos.

5. Por que estes exames não são solicitados antes da paciente engravidar (tal como o papanicolau), para que esta não corra o risco de ter aborto espontâneo tardio?
Porque não há consenso da sua validade na prática clínica. O ultra-som na gravidez poderá vir a ser o mais usado com esse fim. 

6. Por que mesmo depois de diversos abortos espontâneos após o 1º trimestre de gestação muitos médicos não suspeitam de IIC?
Por falta de experiência ou de conhecimento. 


7. Existe o desconhecimento desta anomalia uterina por muitos médicos?
Sim, muitos profissionais desconhecem ou não valorizam a história clínica que nos faria pensar na IIC e deixam de fazer o diagnóstico a tempo. 

8. Em média, quantos bebês as mulheres portadoras de IIC perdem (aborto espontâneo tardio), antes de ser detectada a IIC?
Pelo menos um, mas não há um dado preciso desse evento. 


9. O que é circlagem uterina?
É a colocação de um fio de sutura no colo uterino para impedir sua dilatação antes do tempo desejado, isto é o termo na gestação. 

10. A circlagem é indicada somente para mulheres portadoras de incompetência istmo cervical?
Sim, essa é a indicação precisa. 

11. Qual o melhor período para se fazer a circlagem uterina em uma gestante portadora de IIC?
Sempre depois de 12 semanas e de preferência antes da 20ª semana. 

12. Quais as melhores condições para se realizar a circlagem?
Colo não dilatado e sem sinais de infecções (o que deve ser confirmado por exames de culturas específicas)

13. Qual a diferença entre circlagem simples e circlagem dupla?
Uma usa um ponto apenas e a outra, dois fios. Na cerclagem dupla os pontos se somam na sustentação do colo, impedindo que o esforço do peso da gravidez rasgue o colo e force uma dilatação silenciosa.

14. É possível fazer circlagem antes de a paciente engravidar? Por quê?
É possível e é indicado nos casos mais graves, geralmente com uma lesão no colo uterino que impede uma cerclagem na gestação (por exemplo, uma paciente que tenha sido submetida a uma cirurgia de conização do colo ou uma amputação por câncer in situ, ou que tenha uma lesão traumática em outro parto).

15. Para uma paciente não portadora de IIC, qual seria a medida do colo uterino nas seguintes semanas de gestação:
12 semanas de gestação:
18 semanas de gestação:
24 semanas de gestação:
30 semanas de gestação:
Em qualquer idade gestacional sempre abaixo de 2,5 cm. 

16. Existem diferentes graus da IIC? Existem exames para detectar o grau da musculatura uterina?
Não há uma classificação em graus, mas é aceito que a maior gravidade se associa ao parto ou aborto mais prematuro. 

17. Por que muitas gestantes fazem circlagem e levam vida normal até o final da gestação enquanto outras têm que fazer repouso absoluto?
A recomendação de repouso absoluto depende de vários fatores: do passado de perdas em gestações anteriores com circlagem, das condições do colo uterino no momento da circlagem, da dificuldade do procedimento, do afrouxamento do fio de circlagem e da ocorrência de outras complicações como a ruptura de membranas e o trabalho de parto prematuro. Dependendo dessas condições será prescrito repouso absoluto ou não para a gestante. Um dos dados importantes nessa consideração é a resposta uterina ao procedimento. Algumas mulheres têm mais contrações uterinas após a cirurgia, enquanto outras têm uma adaptação melhor. 


18. Na maioria dos casos a circlagem uterina por si só não basta, sendo necessário fazer repouso absoluto. Qual o percentual de mulheres que mesmo circladas tem que fazer repouso absoluto para conseguir levar a gestação a termo?
Não temos este dado em literatura, pois, como descrito, acima as condições em que é necessário o repouso são variáveis para cada caso.


19. Quais os fios utilizados para a realização da circlagem?
De maneira geral se utiliza um fio de material que não será absorvido pelo organismo como o algodão, polipropileno, ou poliestireno.


20. Em sua opinião existe algum fio que não seja apropriado ou que exista maior probabilidade do organismo rejeitar o material e causar infecção ou qualquer outro tipo de danos?
Os fios inapropriados são os de material absorvível ou de filamento único que podem lesar o colo uterino ao longo do tempo.


21. Qual a sua opinião sobre circlagem transabdominal? Em quais casos ela é realizada? Ela é mais segura do que a circlagem via vaginal?
A circlagem transabdominal é um procedimento indicado para mulheres que tem colo uterino ausente, impedindo a realização pela via vaginal, ou que tenham passado de sucessivas circlagens pela via vaginal sem sucesso. Ela não é mais segura que a circlagem vaginal, além de ser um procedimento mais complexo do ponto de vista técnico e com maior risco de complicações.


22. Quais as anestesias utilizadas para realização da circlagem?
De maneira geral se utiliza a anestesia loco-regional: raquídea ou peridural. Raramente é necessária anestesia geral.


23. Existem casos de mulheres que fizeram circlagem de emergência com até 27 semanas de gestação. Até quantas semanas pode-se realizar a circlagem?
Não se recomenda, baseado nas evidências atuais, a realização de circlagem, mesmo de emergência, após 24 a 26 semanas. A partir desta idade gestacional os riscos do procedimento parecem ser maiores que os riscos do parto prematuro.


24. Toda mulher que possui o colo incompetente tem que colocar os óvulos de progesterona via vaginal? Para que eles servem? A partir de quantas semanas de gestação eles deverão ser utilizados?
 
Não há consenso se a progesterona deve ser usada por todas as mulheres que fizeram circlagem. A progesterona está indicada para mulheres que tem antecedente de parto pré-termo, ou seja, antes de 37 e depois de 24 semanas, ou que tenham colo uterino curto (menor que 25 ou 15 mm). Portanto, para as mulheres circladas com estes antecedentes a progesterona deve ser usada; para as outras não há consenso absoluto e a decisão deve ser individualizada para cada mulher.

25. O colo do útero é um músculo. Existem substâncias que são utilizadas para paralisarem o músculo, não só para a estética, mas em casos como paralisia facial, enxaquecas e outros. A enzima botulínica (botox), por exemplo, é uma substância utilizada para essa finalidade e tem uma duração média de 6 meses. Já se cogitou a utilização desta substância no útero de pacientes portadoras de IIC? 
 
O colo uterino NÃO é um músculo. O colo é composto de tecido conjuntivo (uma matriz que sustenta as células), fibras elásticas e de colágeno, glândulas e poucas células musculares, portanto o botox não está indicado, pois não há base médica para seu uso. As alterações do colo em mulheres com insuficiência cervical estão relacionadas ao amolecimento e frouxidão, características relacionadas ao tecido conjuntivo e a quantidade de fibras elásticas e de colágeno.


26. Existem estudos em relação à criação de algum medicamento capaz de aumentar a musculatura uterina a fim de evitar abortos espontâneos tardios para as mulheres portadoras de IIC?
Como o colo não é um músculo, não há na literatura este tipo de estudo. Há estudos mostrando que mulheres com alterações congênitas do colágeno podem ter insuficiência cervical com mais freqüência.


27. -Quem tem IIC pode usar o DIU?
Sim, não há manifestações clínicas de insuficiência cervical fora do período da gravidez.


28. Se considerarmos que em 1957, McDonald descreveu a técnica da circlagem por via vaginal para as mulheres portadoras da IIC e até hoje não houve nenhum avanço no sentindo de estudarem outras formas de se corrigir esta anomalia, podemos dizer que em pleno século XXI pouco a obstetrícia avançou e que nenhum esforço para se fazer uma nova descoberta foi feito até então?
A obstetrícia avançou no entendimento da fisiologia do colo uterino e das alterações que levam as perdas gestacionais, no processo que leva ao esvaecimento e dilatação do colo, na identificação de mulheres de maior risco através da avaliação ecográfica do colo durante a gravidez, na identificação das mulheres que NÃO se beneficiam e que podem na realidade serem prejudicadas por uma circlagem mal indicada (como por exemplo, gemelares), na evolução do conceito de tratamento cirúrgico (antes tido como panacéia e hoje indicado com mais critério). O tratamento disponível ainda é a circlagem e neste aspecto não houve avanços. Como diz um autor, o simples fato de que o tratamento disponível é amarrar um fio ao redor do colo mostra como ainda desconhecemos os aspectos mais profundos da insuficiência cervical. É preciso ressaltar que não há consenso no diagnóstico de insuficiência cervical muito menos no tratamento. Porém, há enormes dificuldades éticas em se estudar a estrutura do colo durante a gravidez: fazer biópsias de colo em grávidas para estudar é arriscado e eticamente indefensável. Os estudos têm que ser não invasivos (a ultra-sonografia é o pilar) e o avanço, em termos de tecnologia, que ainda não é aplicável na prática por estar nos primórdios de sua avaliação, é a ressonância magnética.

29. Por que a IIC não é propagada sendo que a cada dia que passa aumenta o número de mulheres portadoras desta anomalia?
Não há estimativas confiáveis do número de mulheres portadoras de insuficiência cervical, apenas da incidência desta em portadoras de perdas gestacionais de repetição. Não há evidências que o número de portadoras esteja aumentando. A importância da insuficiência cervical reside no impacto emocional que perdas de repetição causam nestas mulheres (aspecto que não pode ser negligenciado), nas seqüelas graves da prematuridade extrema associada aos partos muito precoces e na mortalidade destas crianças. A incidência, portanto, mesmo não sendo elevada ou crescente, é secundária, diante do grande impacto desta condição clínica na vida das mulheres e seus filhos.






Dr. Ricardo Barini
- Professor Livre-Docente da Disciplina de Obstetrícia, Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
- Coordenador do Programa de Medicina Fetal e Imunologia da Reprodução, Disciplina de Obstetrícia, Departamento de Tocoginecologia da UNICAMP.
- Coordenador do Ambulatório de Perdas Gestacionais Recorrentes, Divisão de Obstetrícia, Departamento de Tocoginecologia, CAISM /UNICAMP.

- www.barini.med.br

Dr. Marcelo Luis Nomura
Mestre e Doutor em Obstetrícia pela UNICAMP.
Médico assistente do CAISM-UNICAMP.
Coordenador do Ambulatório de Pré-Natal de Alto Risco da Secretaria de Saúde e Maternidade de Campinas.
Especialista em Medicina Fetal pela FEBRASGO.
Membro da comissão nacional de gestação de alto risco da FEBRASGO.

Fonte: http://www.immf.med.br

domingo, 6 de maio de 2012

Período Pós-cerclada - 3º fim de semana

Tarde fria, nublada, por vezes chuvosa, de um gostoso domingo com o marido e o filhote em casa...
Marido hoje fez caranguejo, huumm... cheiroso que só, mas eu, apesar de amar, não tou podendo comer, né? Então, foi no almocinho basicão, mas muito delicioso, que eu mesma fiz: feijão, arroz refogado, purezinho, farofinha, charquezinha e vinagrete...
Pois é, eu mesma fiz o almoço hoje... e depois?!?! Pernas pro ar, de novo!

Graças ao meu bom Deus, meus pedidos estão sendo atendidos...
Mais um domingo, mais um fim de semana que se finda, mais uma semana que se inicia e que passará rápido, com a bênção do Senhor, para logo eu estar com minha baby em meus braços...






segunda-feira, 30 de abril de 2012

Período Pós-cerclada - 2º fim de semana

Sobrevivi a este último fim de semana, graças a Deus!
Puxa, esse foi barra, mas passou. Cada fim de semana que se passa é mais uma vitória!
Marido na rua o sábado e o domingo todo - reuniões partidárias... (ele é pré-candidato a vereador do Cabo de Santo Agostinho, pelo PMDB).
Mainha na Igreja a manhã toda...
Menina que faz faxina aqui em casa sem poder vir porque tava com a filha de 5 anos com o olho cirurgiado...
Então, eu tive que cumprir com o meu papel de mãe, inevitavelmente...
E meu filho explorou mesmo! Rsrsrrsrs
Queria a minha presença em todos os cantos para onde ele fosse... E, caso eu permanecesse deitada com as minhas pernas para o alto, berreiro na certa!
Mas, apesar de algumas contrariedades na noite do domingo, hoje estou aqui, feliz por ter passado mais uma semana!
Graças a Deus...

Outubroooo... chega logooo...




sexta-feira, 27 de abril de 2012

Perído Pós cerclagem - mais uma semana se passou!

Graças a Deus, tão rápido chegamos a sexta-feira... Conto as horas para os dias passarem logo...
Ansiosa para chegar Outubro...





segunda-feira, 23 de abril de 2012

Período Pós cerclagem - 1º Fim de semana

Pronto. Chegamos a segunda-feira. O primeiro fim de semana após a cerclagem foi tranquilo. Maridão presente em casa, minha mãe veio ficar comigo no domingo quando ele teve que dar uma saída...
Só o filhote que queria braço, e chorava de derramar lágrimas... Que dó que dava, que aperto em meu coração.
Mas eu compensava com muitos beijos, abraços, carinhos e cosquinhas quando ele ficava sentado ou deitado ao meu lado...
Compartilho com vocês uma linda mensagem que recebi no sábado logo cedo:


"Deus é apaixonado por você.
Ele te manda flores todas as primaveras, faz nascer o sol todas as manhãs e em qualquer momento que quiser conversar com Ele, Ele te escuta.
Ele poderia morar em qualquer lugar, mas escolheu o teu coração.
Lembre-se: Deus não prometeu dias sem dor, risos sem sofrimento, sol sem chuva; mas força para o dia-a-dia, conforto para as lágrimas e luz para os teus caminhos.
Que Deus te abençoe."


sábado, 21 de abril de 2012

Período Pós cerclagem - Dia 3

Hoje, ou melhor, ontem, pois já passou da meia-noite, rsrsrs, o dia correu sem nenhuma novidade. Heitor acordou tarde, eram uma 8h45. Dormimos a tarde toda, das 13h às 16h. Eu levantei e ele continuou dormindo... Fiquei na minha rotina cama, sofá, cama... sempre deitada... À noite tomei os meus medicamentos (Fragmim  e Bufferim cardio) Heitor fica pra lá e pra cá: trela e e vem atrás de mim, trela e vem atrás de mim...
Custou a dormir... era 11h30 da noite e ele nada! Só querendo assistir Galinha Pintadinha.
Mas, terminou se rendendo e eu aqui...
E assim foi o meu 3º dia... Louca para chegar outubro! Rsrsrsrsrs



A Galinha Pintadinha - Rsrsrsrs...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Período Pós cerclagem - Dia 2

Para os dias tornarem-se mais curtos, minha intenção é que meu filho e eu durmamos cedo e acordemos tarde, pois assim os dias passarão mais rápido e logo chegará outubro.
No entanto, hoje, ainda no 2º dia de pós cerclada, faltando ainda 5 meses, 3 semanas e alguns dias para a data prevista para o parto, meu filhote inventa de acordar às 7h! Justo ele que, quando não temos o que fazer nem para onde ir, acorda quase 11h da manhã... E olhe que ele dormiu super tarde ontem à noite, mais de 22h30...
E hoje ele adivinhou... queria mesmo que eu o colocasse nos braços...
Minhas primas Catarina, e a filhota Maria Clara de 5 meses, e Juliana, minha comadre, vieram nos visitar... Foi bem legal a visita, super divertida e descontraída.
Heitor ficou com ciúmes porque eu coloquei Clarinha no colo e ficou num dengo só...



Heitor e a priminha Maria Clara

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Período pós cerclagem - Dia 1

Ontem, 17 de abril, às 12h15, com 15 semanas e 3 dias de gestação, fui submetida, novamente, a uma cerclagem uterina. A primeira foi para segurar o meu guerreiro Heitor (o qual terminou nascendo prematuro, pois tive pré-eclampsia). E, agora, para segurar esta menininha que carrego em meu ventre: soube segunda-feira, dia 16, que é uma menina!
Bom, hoje, 1º dia após a cirurgia, estou em casa, procurando manter o máximo de repouso... Ai, ai, ai, ai...
É ainda o primeiro dia, mas já estou louca para chegar outubro. O dia em que minha Heloísa nascerá!
Difícil mesmo é me controlar para não carregar meu pequeno Heitor no colo, quando ele me pede braço... Ou mesmo, sair pela casa atrás dele...


terça-feira, 19 de abril de 2011

DESENVOLVIMENTO GESTACIONAL - SEMANA A SEMANA - DA 29ª A 32ª

Semanas 29 e 30

(Reprodução)

"O bebê brinca e até soluça. É fácil a mãe escutar o "ploc-ploc". Está na hora de conhecer a maternidade”

O bebê

Nessa quinzena o bebê engorda e chega a pesar 1,6 kg e tem 35 cm a 40 cm.
Está numa festa: brinca e até soluça... é fácil a mãe escutar o "ploc-ploc", achando que é batimento cardíaco mais lento, mas na verdade é soluço!

A mãe

Período para repetir todos os exames sorológicos que podem evitar a transmissão para o bebê de vírus como: o HIV (vírus da Aids), HTLV tipos I e II (associados à leucemia, linfoma e alterações neurológicas) e os vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV). Comece a reduzir sua rotina, porque o feto é viável para o nascimento, ou seja, seu bebê já pode nascer. Nessa quinzena, 85% dos bebês já estão na posição cefálica (de cabeça na posição) ou pélvica (sentado). A maternidade deve estar escolhida e você deve deixar sua mala e a do bebê prontas.

O pai

Tire um sábado para ir conhecer a maternidade, aprender o caminho mais rápido e checar quais os documentos necessários na hora do parto. Na hora de escolher o melhor local, peça informações e indicações de seu médico.

Semanas 31 e 32

(Reprodução)

"As suas consultas pré-natais tornam-se quinzenais, para prevenir acidentes como a pré-eclampsia e o trabalho de parto prematuro”

O bebê

O bebê já passou dos 2 kg e mede de 40 a 45 cm.

A mãe

Na segunda metade do sétimo mês, você já pode ter contrações, suportáveis e esparsas. A linha "nigra" está localizada no abdome anterior, dividindo a barriga ao meio. Ela desaparecerá no pós-parto, não se preocupe.
As suas consultas pré-natais passam a ser quinzenais. O médico vai pedir de novo um hemograma, exame de urina e, eventualmente, de sífilis.
Um novo exame ultrassonográfico pode ser solicitado nesta fase para avaliação do crescimento fetal, determinação do peso estimado, avaliação da quantidade de líquido amniótico, inserção da placenta, circulação sanguínea, útero-placentária e feto-placentária, e posição fetal.
Você pode se sentir muito cansada e está MUITO sensível.

O pai

Você deve ter MUITA paciência porque sua mulher está focada no bebê e seus temores iniciais voltam à tona. Atenção: a gestante está SEMPRE certa!!!! E se achar que não está, tente deixar a discussão para mais tarde...


Cuidados para estas semanas
Pode
Não pode
•No trabalho, descanse a cada 2 h
•Tome muita água para hidratar
•Abuse dos cremes hidratantes
•Dê muita risada de tudo
•Passar longos períodos sem se alimentar, para não ter hipoglicemia
•Controlar os doces

 

Dicas úteis

  • Selecione programas tranquilos, como: assistir uma orquestra ou um balé. A ordem é ter tranquilidade.

DESENVOLVIMENTO GESTACIONAL - SEMANA A SEMANA - 28ª SEMANA - FOI NESTA QUE O MEU NENÉM NASCEU!

Semana 28

Reprodução







(IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE)







"Nessa fase, os pés incham.
As recomendações são: repouso, evitar esforço excessivo e não ficar muito tempo em pé.”

O bebê

O bebê começa a ganhar peso rapidamente a partir da 28ª semana. Ele já tem 1,1 kg. (HEITOR NASCEU COM 1,2 KG E, APROXIMADAMENTE, 28CM)

A mãe

Você está para entrar no sétimo mês da gestação e a postura muda: inclina-se para trás para equilibrar o peso da barriga. Anda tipo "patinha" - você sabia que o nome científico desse jeito de andar é marcha anserina? Nessa fase, os pés incham. É recomendado calma e descanso, não faça exageros nas tarefas domésticas e não fique muito tempo em pé.
Se for diagnosticada pressão alta, há perigo de eclampsia. O médico acompanhará seu estado, usando medicamentos se necessário. (TIVE PRÉ-ECLAMPSIA E SÍNDROME HELLP, QUASE ENTRO EM COMA, POR ISSO FUI SUBMETIDA A UMA CESÁRIA DE EMERGÊNCIA)

O pai

No sexo, a melhor posição é a lateral, para que a penetração não seja profunda. Se houver sangramento, interrompa as atividades sexuais e fale com o médico a respeito.



Cuidados para estas semanas
Pode
Não pode
•Relaxamento, massagem e drenagem linfática
•Alterar a dieta alimentar nem se automedicar

Dicas úteis

  • Faça a mala que vai levar para a maternidade. Cante e dance, ajuda a descontrair e divertir o bebê.
 (FONTE: http://delas.ig.com.br/filhos/gravidez)






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